5 de julho de 2016

Análise Tática - Boca Juniors e Independiente Del Valle

Compartilhe nas redes sociais

Boca Juniors 

Tévez é a principal esperança do Boca (Foto: calciomercato).

O tradicionalíssimo Boca Juniors chega na semifinal da Copa Libertadores após eliminar o também gigante Nacional na fase anterior. Com o craque Carlos Tévez e o ídolo Guillermo Barros Schelotto no comando técnico, os xeneizes brigarão forte pela sétima taça do certame continental.


Apoiado em um 4-3-3 bem convencional e com Carlos Tévez de centroavante móvel, o clube argentino busca estabilidade com Schelotto após a demissão de Daniel Arruabarrena. Guilhermo, à época, pegou um Boca sem ânimo, com grandes dificuldades para render o esperado. Colocou a equipe nos trilhos e, mesmo sem encantar, chega ás semifinais da competição.


O Boca de Schelotto joga no 4-3-3 com variação para o 4-1-4-1. Leonardo Jara vem sendo o primeiro volante, já que Fernando Gago está machucado (uma grande novidade). À frente dele Marcelo Meli e Pablo Pérez dinamizam o time com velocidade, intensidade e bom passe. O trio ofensivo varia, mas sempre tem Tévez, que joga como referência até pela ausência de um '9' no elenco durante esse tempo (agora há Dario Benedetto no grupo e as coisas devem mudar).

Tévez, a referência, sai da sua posição de origem e auxilia a construção, além de abrir um enorme espaço para a equipe utilizar.
Schelotto utiliza marcação por zona e por encaixe com perseguições médias e varia entre bloco médio e alto, com pressão na saída de bola rival. O problema, nessas ocasiões, é que o time se ‘’parte’’ ao meio. Leonardo Jara e a linha de defensores fica presa e os outros cinco pressionam. Esse movimento gera um grande espaço entre os setores, que os adversários, caso ultrapassem a pressão, podem aproveitar.

Pablo Pérez (círculo laranja superior) busca a bola com a dupla de zaga; Leonardo Jara (círculo amarelo) avança ao invés dar opção de passe; Meli (círculo laranja inferior), do outro lado, se move para criar uma linha de passe. Saída de bola do Boca Juniors.

Os laterais Gino Peruzzi e Frank Fabra são bons no apoio e participam frequentemente de jogadas no terço final do campo. A saída de bola sempre visa Marcelo Meli e Pablo Pérez, que apoiam os defensores e que, por sua vez, acionam os jogadores de frente. Ligações diretas não são raras, mas sempre explorando a velocidade dos atacantes (Carrizo, Tévez, Pavón, Palacios, Chávez e, agora, Benedetto).


INDEPENDIENTE DEL VALLE



Júnior Sornoza é um dos destques do Del Valle nessa Libertadores (Foto: ApiFoto)
Na batida de José Angulo e Júnior Sornoza, esse é o Del Valle:

Temos um equatoriano entre os quatro melhores da América. Depois de LDU e Emelec, o futuro campeão do Equador, como se intitula o Independiente Del Valle chegou na fase final da Libertadores vindo de um grupo que tinha Atlético-MG e Colo Colo, em que ele era uma "terceira força". Tim Angulo é o grande nome do time. O centroavante goleador tem 5 gols na competição (Sornoza tem 6) e é o carro-chefe. Eliminar o River Plate (atual campeão), em Núñez, foi o grande momento da história dessa equipe, com uma atuação sobrenatural do goleiro Azcona, que fechou o gol.


O Del Valle joga em 4-2-3-1 bem simples e objetivo. A circulação de bola da equipe é uma salada. Em casa ela é propositiva, com o zagueiro Mina tentando jogar por baixo e com Orejuela carimbando todas no meio.


O uso dos pontas é vital, sempre tentando o drible e dando amplitude nos corredores, abrem espaço para os laterais virem por dentro e torcem por uma aproximação do meia Sornoza, que é o cérebro e quem faz algo diferente com sua técnica. 

A bola longa em Tim Angulo é um trunfo dessa equipe. O centroavante retém a bola com qualidade ou raspa para os pontas, quase nunca perde um embate aéreo. O grande problema dessa é a pouca ultrapassagem dos volantes. O time ataca com pouca gente.

Defensivamente é um time que sofre. Marca em 4-4-2 com a projeção de Sornoza. Mas falta intensidade em alguns aspectos. 

4-4-2 defensivo da equipe do técnico Pablo Repetto.
Exemplo: a pressão no portador da bola é correta, mas as perseguições são longas e abrem buracos defensivos.

As perseguições longas são um dos problemas do Del Valle. Nesse caso, esse defeito permitiu que o jogador do Pumas acionasse a infiltração de Ismael Sosa, no canto esquerdo, pelo jogo de ida das quartas de final. O lance resultou em gol dos mexicanos.

O bloco defensivo é bem espaçado, com quase nenhuma recomposição dos pontas, deixando os laterais desprotegidos. Dos três estrangeiros, de longe, o mais frágil.

@_nicolasmuller
@Maiiron_
@IsmaelJPereira

Deixe um comentário

Todos os comentários postados são de responsabilidade de seus autores. É necessário estar logado no facebook para comentar.

 

Bem-vindo ao Linha Alta. Site com conteúdo futebolístico.

© Linha Alta 2016

Edited by Douglas Menezes