9 de maio de 2016

Guia Tático do Brasileirão - São Paulo

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O São Paulo inicia o Brasileiro comandado por Edgardo Bauza, treinador bicampeão da América com LDU e San Lorenzo. Quem espera um time exuberante, cheio de alternativas, fique esperto: Bauza é "casca grossa". Ele monta time de "trás pra frente", volantes com boa técnica e que não abdicam da pegada, pontas agudos e boa bola parada. Aos poucos "El Patón" dá sua cara ao Tricolor, que tem bom material humano e uma base pródiga.


Michel Bastos comemora um dos gols na grande atuação contra o Toluca. (Foto: Gazeta Press)

O time está nas quartas de final da Libertadores da América e possivelmente deve poupar os titulares nas primeiras rodadas do Campeonato Brasileiro, o que pode afastar o São Paulo das primeiras posições no princípio da competição. Pelo Campeonato Paulista foi eliminado pela sensação Audax com uma goleada nas quartas-de-final. Após esse jogo, porém, o Tricolor fez uma de suas melhores partidas nos últimos anos, a impiedosa goleada no jogo de ida das oitavas de final da Libertadores contra o Toluca.

ESTRUTURA TÁTICA

Maicon chegou e se consolidou como um dos pilares do time, Kelvin tomou o lugar do contestado Centurión, Jonathan Calleri é o goleador e Ganso segue na toada de 2015, jogando muito.



Bauza monta o time em 4-2-3-1 com a bola. Sem ela, vira 4-4-2, com a projeção de Ganso à frente.


FASE OFENSIVA

O São Paulo é um time que abusa das combinações pelas pontas e é dependente das aproximações do Ganso, o que possibilita as triangulações. Pela esquerda, ocorre um movimento interessante: Michel Bastos corta pra dentro, abrindo corredor e Mena vai com tudo para o ataque. No lado direito é mais "trivial", mas ainda há toques curtos e aproximação. Ganso é o "dono" dos movimentos ofensivos. Não se importa de juntar-se aos volantes para distribuir e nem de explorar as entrelinhas (espaço entre os setores).

Calleri é de uma exuberância ímpar. O argentino, de boa relação com a bola, cai com qualidade para as pontas e ainda consegue combinar jogadas, sem abdicar da boa presença quando fica na área.

Na saída de bola acontece a "saída de três", que é quando o volante se infiltra entre os zagueiros para distribuir a bola. Ao mesmo tempo os laterais avançam. A saída de três acontece com João Schmidt, Hudson ou Thiago Mendes. 



Exemplo da saída de três, com Hudson afundando entre os zagueiros. 

FASE DEFENSIVA 


Exemplo de marcação alta usada por Bauza.

O São Paulo usa ''bloco alto'', agredindo o marcador em seu campo, com encaixe zonal, encaixe individual e perseguição curta: marcação mista. Uma diferença em relação ao último trabalho, já que no San Lorenzo Bauza usava o ''bloco baixo'' como posicionamento defensivo. A pressão no portador da bola é impressionante. É difícil trocar passes contra o tricolor. Um dos "venenos" da defesa paulista é a lentidão. Com marcação alta isso fica evidente, Maicon e Rodrigo Caio sofrem com os lançamentos.

DESTAQUE TÁTICO


Foto: Eduardo Knapp/Folhapress

Paulo Henrique Ganso é o "sol" do São Paulo. O meia fez um ótimo segundo semestre com Juan Carlos Osório e vem jogando o fino com Bauza no primeiro semestre de 2016. Rei das assistências, distribui as jogadas deixando seus companheiros na cara do gol. Se ''der mole'', ele ainda mete seus golzinhos. Ganso é um absurdo técnico. Interessado, é um dos melhores do país.

Mairon Rodrigues - @Maiiron_

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