9 de maio de 2016

Guia Tático do Brasileirão - Figueirense

Compartilhe nas redes sociais

A temporada passada foi turbulenta para o Figueirense. Argel deixou o time após 17 rodadas e assumiu o Internacional. Chegou ao Orlando Scarpelli o controverso Renê Simões, que foi demitido depois de uma derrota em clássico. Hudson Coutinho, o eterno interino, assumiu e salvou o clube do rebaixamento na última rodada. 

(Foto: Gilvan de Souza/Flaimagem)

O Figueira perdeu Clayton, Alex Muralha e Marcão, bons nomes da campanha passada. Chegaram Bady, Elicarlos, Lins, Rafael Moura, Gatito Fernandez, Ferrugem, digamos que um time novo! E com Vinícius Eutrópio. O treinador vai tentando fazer o time pegar no tranco.

ESTRUTURA TÁTICA 




Vinicius Eutrópio utiliza o 4-3-3 como base para o modelo de jogo. O jogo pelas pontas procurando o centroavante é um dos pontos fortes da equipe catarinense e principal arma para gerar jogo. 

FASE OFENSIVA

O time utiliza muito dos "triângulos" dos lados, aproximam Bady e Ferrugem dos laterais e pontas para causar superioridade. O centroavante quase nunca participa dos lances.

Os triângulos tão presentes no funcionamento da equipe.

Como o Figueirense não utiliza um armador e os volantes não sobem, ocorrem muitos problemas para ter superioridade numérica "por dentro" quando cria chances. Com Rafael Moura no comando do ataque, abusam do pivô que o atacante faz para os pontas entrarem em diagonal.

TRANSIÇÃO OFENSIVA

O Figueirense tem um modelo simples e objetivo: usar a velocidade nos lados do campo. Principalmente quando sai com a bola, o volante quase nunca participa, Pedroso e Leandro Silva/Ayrton se encarregam do serviço.



No lance acima, Leandro Silva tem a bola dominada no lado direito de defesa. É forçado a fazer o passe longo pela falta de movimentação dos seus companheiros e a pressão adversária.No setor central do campo, há um enorme espaço sem ninguém dando opção de passe. 

FASE DEFENSIVA

O Figueira joga atrás, com bloco baixo e setores próximos, usa um 4-1-4-1 para defender. Com movimento coordenado, dependendo do lado, o interior avança na linha de ataque.

Exemplo do 4-1-4-1 defensivo utilizado por Eutrópio

Abusa da perseguição individual, por vezes, abre buracos e a linha de defesa sofre bastante. As pressões no portador da bola são interessantes. Um marca quem tem a bola, outros dois se aproximam de quem tem a opção do passe e são importunados o tempo inteiro.

TRANSIÇÃO DEFENSIVA

Após a perda da posse, a equipe se recolhe rapidamente com um bloco de marcação baixo. 

DESTAQUE TÁTICO

Bady, o destaque tático do Figueirense (Foto: Cristiano Andujar/AGIF/Lancepress)
Bady é o cara do meio! Faz duas ou três funções, tem capacidade de organização, visão de jogo e uma bola parada interessante. Jogador a ser observado nessa temporada, o alvinegro depende de suas boas atuações quase sempre.

Mairon Rodrigues - @Maiiron_

Deixe um comentário

Todos os comentários postados são de responsabilidade de seus autores. É necessário estar logado no facebook para comentar.

 

Bem-vindo ao Linha Alta. Site com conteúdo futebolístico.

© Linha Alta 2016

Edited by Douglas Menezes