9 de maio de 2016

Guia Tático do Brasileirão - Coritiba

Compartilhe nas redes sociais

À procura da calmaria. Assim podemos resumir o Coritiba no Campeonato Brasileiro de 2016. Após o quase descenso na última campanha, o clube paranaense quer evitar outro final dramático. Para isso, conta com Kléber Gladiador no seu melhor ano desde 2012 e um ótimo aproveitamento das zonas laterais do campo. 

Kléber Gladiador retomou a boa fase no Coxa Branca (Foto: Geraldo Bubniak/Gazeta Press)

Com pouquíssimas perdas relevantes e muitas contratações, o Coritiba montou um elenco razoável para Gilson Kleina trabalhar. Com um dos melhores ataques do Brasil no primeiro semestre, o treinador, que também é novidade, busca repetir o bom trabalho que o levou ao Palmeiras em 2012. Pelas peças no elenco, o Coritiba se molda para jogar da forma que joga, mas faltam jogadores para mudar os cenários não tão bons que a equipe vai encarar no Brasileirão. Gilson Kleina precisará também quebrar o paradigma de rebaixamentos na sua carreira. O objetivo é ter paz, ao menos na última rodada.

ESTRUTURA TÁTICA 



O Coritiba utiliza o esquema 4-2-3-1 com os meias mudando de posicionamento frequentemente., dois volantes bem rústicos atrás, laterais participando bastante com a bola e Kléber como 9 móvel. Sem a bola, o meia central da linha de 3 avança e os extremos retornam, formando um 4-4-2 em linha. Movimento bastante comum e quase obrigatório para a formação em questão.

FASE OFENSIVA

Movimento mais comum do Coritiba quando tem a bola. Lateral, triangula com o extremo e vai ao fundo e os jogadores se agrupam na área esperando o cruzamento.

O Coritiba é uma equipe que prefere jogar sem a bola, até pelas características dos jogadores que possui. Quando tem a posse, busca verticalizar, sempre explorando os flancos, onde os extremos e os laterais são bastante participativos. É um time que não tem vergonha de cruzar mil bolas na área por jogo e tem bom aproveitamento no quesito. 

A dobradinha Carlinhos-Juan é um ponto bastante interessante. Dão segurança e contribuem muito ofensivamente. Juan, lateral de origem, se adaptou bem à função de extremo, tornando-se bastante útil. Se não tem mais o vigor físico e a agilidade de outrora, agora compensa com experiência. 

TRANSIÇÃO OFENSIVA

O Coritiba abusa da ligação direta, mesmo não tendo um bom receptor. Busca, na maioria dos casos, a velocidade dos homens de frente. Quando faz a saída pelo chão, busca normalmente João Paulo (o volante com melhor passe) e as laterais. 

O contra-ataque é uma das boas armas do Coxa, pela velocidade dos seus homens de frente. Negueba, Dudu e Juan são bons conectores entre o setor defensivo e Kléber. 

FASE DEFENSIVA

O Coritiba, sem a bola, se porta em um 4-4-2 em linha. Compacto e mesclando marcação por zona e por encaixe. Faz pressão na saída de bola em poucos momentos do jogo. Utiliza um bloco de marcação médio-baixo, concentrando jogadores na zona intermediária do campo. Gera superioridade numérica, roubos de bola e saídas rápidas. 

Kleina escala normalmente a dupla Luccas Claro e Juninho no miolo de zaga, ambos com muita imposição física, além de João Paulo e Alan Santos no meio. É um time que se utiliza bastante das características físicas dos seus jogadores, nas duas fases do jogo.


Os extremos normalmente encaixam nos laterais adversários, fazendo a recomposição até o final e não sobrecarregando os laterais. 

TRANSIÇÃO DEFENSIVA

O Coritiba não sofre tanto por contragolpes porque mantém a dupla de zagueiros e de volantes atrás e próximas, para evitar justamente que a equipe adversária saia rapidamente e tenha superioridade numérica. Não pressiona a saída de bola com muitos jogadores, apenas espera na metade do campo para um roubo. 

DESTAQUE TÁTICO

Negueba estendeu seu vínculo com o Coritiba e recebeu aumento salarial no início de 2016 (Foto: Hugo Harada/Gazeta do Povo)

Extremo em um time que usa prioritariamente as laterais, Negueba se destaca naturalmente pela presença constante na criação de jogadas. A jovem promessa que não conseguia parar de correr no Flamengo deu lugar a um jogador mais maduro, completo e inteligente no Coritiba. Com vitalidade para recompor pelo lado direito e drible para obter a vitória pessoal, o jovem é peça-chave no funcionamento do time de Gilson Kleina. O interesse de Roger Machado no seu futebol não é mera coincidência. 


Nicolas Muller - @_nicolasmuller

Deixe um comentário

Todos os comentários postados são de responsabilidade de seus autores. É necessário estar logado no facebook para comentar.

 

Bem-vindo ao Linha Alta. Site com conteúdo futebolístico.

© Linha Alta 2016

Edited by Douglas Menezes