15 de março de 2016

Santa Fé assume liderança do Grupo 8, mas rendimento foi irregular

Compartilhe nas redes sociais

Atuando no lotado estádio El Campin, o Santa Fé fez o dever de casa e venceu o frágil time do Cobresal por 3x0. Com o resultado, a equipe de Bogotá assume a liderança no Grupo 8 e obriga o Corinthians a vencer o Cerro Porteño nesta quarta-feira para voltar ao primeiro lugar da chave.

Crédito: Divulgação - Jogadores do Santa Fé comemoram com a torcida o primeiro gol na elástica vitória

Sem o atacante Ibarguen, o técnico Gerardo Pelluso armou o campeão da Copa Sulamericana do ano passado de forma mais ofensiva. Deixou o volante Perlaza no banco e pôs em campo o jovem e veloz Rivas. O camisa 29 atuou como uma espécie de ponta-direita no primeiro tempo e na segunda etapa teve mais liberdade de movimentação. Desta forma, Seijas atuou como meia esquerda e Gomez na ligação entre o tridente de meio-campo e a linha de ataque.

Estrutura Tática do Santa Fé quando teve a bola nesta terça. Faltou um pouco mais de calma para colocar em prática em alguns momentos os princípios de jogo da equipe. Resultado poderia ter sido ainda melhor.

Apesar do merecido resultado, o time da casa deixou um pouco a desejar na hora de executar seus princípios de jogo. Com a bola, alternou bastante a construção apoiada em passes curtos com algumas ligações diretas sem a menor necessidade. A equipe colombiana parecia desconcentrada e ansiosa enquanto não conseguia abrir vantagem no placar. Com o tempo e os gols a favor, conseguiu melhorar neste ponto, mas a dificuldade serve de alerta quando o oponente for um time mais qualificado e organizado.

Postado num 5-4-1, o virtual eliminado Cobresal adiantava a marcação no início do jogo, mas sem qualquer coordenação. Mesmo assim, o Santa Fé rifou a bola em algumas ocasiões, mesmo com Gordillo, Roa e Seijas sendo boas opções de passe. A equipe da casa baseia sua criação na qualidade de Seijas. Ele distribui as jogadas e conta bastante com a projeção dos laterais. Vale lembrar que Gomez, outro meia muito criativo, busca o meio quando seu time tem a bola, assim como Rivas fez do outro lado. A amplitude ofensiva então ficou a cargo dos bons laterais Otalvaro e Borja. Roa também se lançou pelo flanco direito em algumas inversões de posicionamento com Otalvaro.

Quando teve paciência e calma para enxergar as opções e sair tocando desde sua linha defesa, o Santa Fé encontrou espaços no conturbado sistema defensivo do Cobresal. Apesar de tentar congestionar o setor, os chilenos mostraram muitas falhas no balanço de suas linhas e marcação por encaixes, deixando bem clara a sua limitação. Mesmo assim, os três gols da vitória saíram a partir de jogadas aéreas.

No primeiro gol, Gomez, livre no rebote, aproveitou rebatida da zaga do Cobresal. O segundo tento foi marcado após rebote de falta lateral, mas contou com alguns segundos de construção de jogadas por parte dos colombianos até encontrarem Gomez novamente com espaço para bater firme e ampliar. Já o gol derradeiro veio em outra jogada forte do Santa Fé. Seijas colocou na cabeça do zagueiro Tesillo e ele não perdoou.

Fase Defensiva


Tanto nas jogadas aéreas ofensivas, quanto no combate direto aos atacantes adversários, os zagueiros Tesillo e Mina merecem destaque. São firmes e velozes. Conseguem ajustar também de forma muito satisfatória o posicionamento da última linha.

Em virtude da postura mais ofensiva do Santa Fé, a transição defensiva não foi a ideal. Gomez participou muito pouco da fase defensiva, demorando a fechar os espaços pela esquerda. O fato gerou uma faixa de campo muito grande para Seijas e Borja tomarem conta, mas a ineficiência do adversário, somada a boa abordagem de marcação dos dois últimos não permitiu muitas chances ao rival.

Outro ponto que não funcionou também foi a coordenação no momento de ''subir'' a marcação. Gomez, Otero e Rivas eram agressivos neste primeiro momento, mas Seijas, Gordillo e Roa não acompanhavam. O resultado era liberdade para os volantes adversários jogarem.
Na fase defensiva, Gomez abria para fechar o lado direito do rival, mas não participou da forma que deveria na fase defensiva. Linha de atacantes adiantava a marcação, mas trio de meio não acompanhava, o que dava espaço para o rival trabalhar a bola.

Valeu pelo resultado e a liderança, mas o Santa Fé não pode repetir os erros cometidos na noite desta terça-feira contra Cerro Porteño e Corinthians, equipes mais qualificadas e organizadas taticamente.

@RodrigoCout

Deixe um comentário

Todos os comentários postados são de responsabilidade de seus autores. É necessário estar logado no facebook para comentar.

 

Bem-vindo ao Linha Alta. Site com conteúdo futebolístico.

© Linha Alta 2016

Edited by Douglas Menezes