10 de março de 2016

Athletic Bilbao e Valencia fazem jogo "diferente" no San Mamés e bascos levam vantagem

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Athletic Bilbao e Valencia fizeram um jogo "diferente" no chuvoso País Basco pela Europa League. A cadência característica dos jogos entre clubes espanhóis ficou em La Liga e a condição ruim do gramado do San Mamés tornou o confronto bastante direto. Melhor para os mandantes, que levarão o gol marcado por Raúl García para o duelo de volta no Mestalla.

Raúl García marcou o único gol do duelo de espanhóis (Foto: Athletic Club/Reprodução)

O Athletic de Ernesto Valverde é um time acostumado a ligar diretamente a bola ao ataque. Tem Raúl García e Aritz Aduriz centralizados à frente justamente para dar vida à este tipo de jogo. Com o gramado não deixando permissão para a circulação da posse (58% contra 48% na precisão dos passes), a solução encontrada por ambas as equipes foi a bola longa.

O Athletic foi mais efetivo. Raúl García e Aduriz jogavam próximos e tinham apoios de Susaeta, Muniain e Beñat no 4-2-3-1 cotidiano dos bascos. O Valencia, que formou 4-3-3/4-1-4-1, teve um Negredo muito bem na sua função de pivô (venceu 8 duelos aéreos durante a partida, enquanto Aduriz e R. García SOMADOS venceram 5), mas pouca aproximação para dar continuidade aos ataques. Piatti foi acionado algumas vezes às costas do ofensivo Óscar de Marcos, mas não causou perigo à meta de Iago Herrerín.

O gol solitário da partida surgiu exatamente de uma bola longa para o ataque. Raúl García sofreu falta de Gayà e, após a cobrança, ele mesmo abriu o marcador com um gol de cabeça. Aduriz ainda teve chance de ampliar, mas perdeu um gol nota 6 na Escala Deivid. A pontaria ruim do atacante, aliás, explica a intensa chuva no San Mamés.

O primeiro tempo acabou com o Valencia um pouco mais solto no campo adversário, mas não conseguindo chances de gol. Na segunda etapa, com Sabin Merino no lugar de Muniain, o Athletic retomou o domínio e foi perigoso algumas vezes. Negredo continuava a fazer seu papel, mas ninguém o acompanhava. O Valencia ainda chegou perto de empatar a partida em duas oportunidades isoladas.

No Brasil, a ligação direta virou sinônimo de jogo ruim e estratégia de defensivismo que não visa construir jogo, mas é apenas um artifício para progredir no campo. Parece uma tática pobre, mas quando se tem Aduriz e Raúl García faz muito sentido. 

Ernesto Valverde deve lamentar o placar mínimo pelo domínio e as chances de gol que seu time teve durante a partida, enquanto Gary Neville sorri pelo placar não condizer com o jogo e seguir reversível. Em Valencia, a tendência é que as características da partida mudem, mas a tensão vai continuar. 

@_nicolasmuller

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